Nome do projeto: Carbono Florestal Surui
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Informações

Instituição responsável: Associação Metareilá do Povo Indígena Surui
Instituições parceiras: Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, ONG responsável pela elaboração do etnozoneamento, assistência técnica e o plano de reflorestamento, o Forest Trends e a Incubadora do Grupo Katoomba, que fornecem apoio técnico na formulação e implementação do projeto, assessoria jurídica, capacitação em pagamento por serviços ambientais e contato com investidores, a Equipe de Conservação da Amazônia (ACT-Brasil), responsável pelo processo de construção participativa do projeto, assessoria jurídica à Metareilá e assessoria antropológica do projeto, bem como o desenvolvimento do banco de dados de Sistemas de Informação Geográfica (SIG), o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam), coordenador técnico DCP - Documento de Concepção do Projeto e processo de validação juntos aos Padrões CCB e VCS, e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) responsável por construir e gerir o fundo permanente do projeto que repassará recursos para a Associação Metareilá
Área total do Projeto: 12.407,92 hectares
Estágio de Implementação: Em elaboração
Duração do projeto: 30 anos
Data de início: 0000-00-00
Validação do projeto: Em validação
Fonte de recurso: Em negociação
Abrangência: Rondonia e Mato Grosso
Estimativa de CO2: 7.258.352,3 tCO2

Questionário

Localização

Contato/E-mail

Almir Narayamoga Surui
E-mail: almirsurui@paiter.org.br e almirsurui@gmail.com

Beneficiários

Observadores

Resumo do projeto

O PCFS visa a conter o desmatamento e suas respectivas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) em uma área sob forte pressão de desmatamento dentro da TISS. A região, localizada em um dos principais focos do chamado “arco do desmatamento” na Amazônia Legal brasileira, se caracteriza pela expansão de propriedades rurais consolidadas, que demandam novas áreas de floresta para atividades agrícolas. As florestas nessas regiões se restringem predominantemente dentro das áreas protegidas. A atividade madeireira tem avançado para o norte desde o início da década de 20006,7. A tendência indica que os indígenas estão buscando alternativas para suprir o ingresso monetário antes garantido pela madeira, como a pecuária extensiva e a cafeicultura, incluindo sistemas de arrendamento de terras e “meação”8 com proprietários rurais e pecuaristas do entorno. O cenário futuro mais provável para a TISS é marcado pela interação entre fatores externos e internos, onde acordos produtivos levariam à uma conseqüente aceleração na taxa de perda da cobertura florestal.
O PCFS surge como uma iniciativa pioneira liderada pelos próprios Paiter Suruí, com destaque para o Chefe Almir Suruí9, na busca por mecanismos financeiros que garantam a implementação de uma estratégia de conservação florestal, melhoria da qualidade de vida de suas populações e resgate de sua cultura tradicional.
O Projeto baseia-se em quatro eixos temáticos:
1. Fiscalização e Meio Ambiente
2. Segurança Alimentar e Produção Sustentável
3. Fortalecimento Institucional
4. Desenvolvimento e implantação de um mecanismo financeiro - Fundo Suruí

Este conjunto de atividades tem o objetivo final de assegurar o fim do desmatamento na TISS, atacando suas duas raízes principais, que são a falta de alternativas econômicas para garantir o bem estar dos Paiter-Suruí e a entrada de atores externos para conduzir atividades ilegais.
Para definir a linha de base do projeto, foi desenvolvido um modelo de projeção de mudança de uso da terra na TISS. Esse modelo é chamado de SimSurui e se baseia em dinâmica de sistemas (System Dynamics) para representar o sistema vigente na TISS, seus agentes e suas interações com ao cobertura vegetal onde vivem. O vetor determinante dessas interações é expressado pelas necessidades e vontades dos indígenas de obtenção de renda alternativa à venda de madeira – cuja a pecuária e a cafeicultura se destacam como as atividades. O modelo engloba cinco sub-modelos: demografia, grupos de agentes de mudança de uso da terra, dinâmica econômica dos grupos de agentes, agricultura de subsistência, e a dinâmica da cobertura vegetal na TISS. Esses cinco sub-modelos se interagem para produzir a área que seria desmatada no cenário de linha de base sem o projeto, observando as tendências na região. O PCFS objetiva evitar que 13.575,3 hectares de florestas tropicais sejam desmatadas dentro da TISS até o ano de 2038, contendo a emissão de 7.258.352,3 t CO2-e para a atmosfera e contribuindo para a preservação do modo de vida e tradições do povo Paiter Suruí.

Fórum de discussão do projeto
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Gasodá Surui fala sobre validação do projeto Carbono Florestal do Povo Surui.

Durante a Assembléia Geral do GTA em Santarém no dia 31 de março de 2012, o representante do Povo Paiter Surui de Rondônia e Coordenador de Cultura do Povo Paiter pela Associação Metairelá, da Comunidade 7 de setembro, Gasodá Surui explica, com exclusividade para o Observatório do REDD, em que fase se encontra o Projeto Carbono Florestal Surui.
Anexo:

Observador Diogo da Matta Garcia às 04/05/2012 às 15:43

Presidente da FUNAI destaca Projeto Carbono Surui como bom exemplo.

"O povo Surui, quando foi procurado para celebrar um contrato de crédito de carbono imediatamente fez o certo: procurou a FUNAI para que pudesse orientá-los primeiro o que é REDD, o que é crédito de carbono e como que isso pode ser feito e se pode ser feito. Então os Suruis tiveram a atitude correta, pois procuraram a FUNAI primeiro antes de fazer qualquer coisa. Tivemos uma série de reuniões com eles e estamos orientando-os para que, quando no futuro, eventualmente seja regulamentado, eles possam assinar um contrato legal. E vou destacar: o Surui já tem um plano de gestão territorial, a terra indígena Surui já foi toda ela discutida com a comunidade como um todo, o seu uso sustentável e com etno zoneamento. Então quer dizer, a terra indígena está toda organizada, a comunidade está reunida em torno da sustentabilidade. Então isso é um exemplo positivo", afirmou o então presidente da FUNAI, Márcio Meira, em coletiva de imprensa no dia 14 de março, na Sede da FUNAI, em Brasília/DF.
Anexo:

Observador Diogo da Matta Garcia às 04/05/2012 às 11:59

Vídeo - Projeto Carbono Suruí e lançamento do Google Earth Engine

Parabéns novamente ao Povo Suruí pela iniciativa de se cadastrar no Portal do Observatório do REED. Segue mais um vídeo sobre o Projeto Carbono Suruí que aborda também o lançamento da ferramenta do Google Earth Engine. O vídeo conta com a fala de Almir Suruí, líder maior do Povo Suruí Paiter.
Anexo:

Observador Diogo da Matta Garcia às 30/09/2011 às 11:56

Primeiro Projeto de REDD+ Cadastrado no Portal do Observatório do REDD.

Documentos

Projeto Carbono Suruí: primeira iniciativa cadastrada no Portal do Observatório do REDD

Plataforma traz espaços para debate e acompanhamento sobre iniciativas de REDD e já conta com seu primeiro projeto cadastrado. A expectativa é que a sociedade civil possa interagir com os projetos de REDD cadastrados e participar de vários debates provocados no fórum de políticas públicas. Leia a matéria na íntegra!

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Projeto Carbono Suruí: Curso para Lideranças Comunitárias Pagamentos por Serviços Ambientais, 2009.

Projeto Carbono Suruí, Associação Metareilá do Povo Indígena Suruí e Almir Narayamoga Suruí. Rio Branco-AC, 19 de agosto de 2009.

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Carbono Suruí.

As novas tendências de valoração econômica dos recursos naturais, com o intuito de manter a floresta em pé para a produção de serviços ambientais, são alguns dos principais motivos que levaram à criação do Projeto Carbono Surui. Idealizado pela Associação Metareilá do Povo Indígena Surui, com apoio de organizações como ACT Brasil, Kanindé, Idesam, Forest Trends e Funbio, o projeto pretende financiar atividades de proteção, fiscalização, produção sustentável e melhoria da capacidade local, objetivando a conservação ambiental e o fortalecimento cultural.

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Consentimento Livre, Prévio e Informativo do Projeto Carbono Suruí.

O presente documento técnico, em formato de publicação, tem o objetivo central de documentar, evidenciar e analisar o processo de produção do consentimento livre, prévio e informado do povo Paiter Suruí acerca do Projeto Carbono Surui. A atividade representa uma alternativa inovadora e promissora no cenário amazônico, especialmente por potencializar alternativas que visam à conservação ambiental e ao uso sustentável dos recursos naturais do bioma amazônico, garantindo os recursos financeiros para uma gestão efetiva das terras indígenas e para o etnodesenvolvimento dos povos que as habitam.

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